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Sábado é o dia em que os grandes estúdios fazem os anúncios de seus principais filmes. Enquanto não saem as novidades de Homem de Ferro 3, O Hobbit e Pacific Rim, ficamos com o painel e as novidades de Django Livre, de Tarantino.
No palco do evento, estiveram presentes Jamie Foxx (Ray), Walton Goggins (Predadores), Don Johnson (Miami Vice), Christoph Waltz (Deus da Carnificina), Kerry Washington e (é claro!) Quentin Tarantino.
Tarantino afirmou que a ideia do longa o acompanhou por 13 anos e que sempre quis fazer um western, principalmente um que misturasse violência e surrealismo. Apesar disso, ele afirmou que “o filme não pode ser tão fod... como a pré-Guerra Civil norte-americana foi", mas que lhe permitiu mostrar a precisão histórica.
A grande dúvida de Tarantino era se Jamie Foxx conseguiria viver o escravo “Como você vai de celebridade para escravo? Você tem que deixar tudo ir para trás, para poder fazer o trabalho” afirmou Foxx. O ator também contou que ter crescido no Texas o ajudou a compor melhor seu personagem e criar um paralelo entre ele e sua própria vida.
Sobre o personagem de Christoph Waltz, Tarantino o define como sendo o Yoda de Django, mas se recusa a dar detalhes porque acha que isso atrapalhará o filme. Apenas fala que a relação deste personagem com o de Django “é uma relação única e fabulosa”, diferente do que alguém resgatar um escravo. “Sendo um estranho, numa terra estranha é parte da razão pela qual Schultz aceita Django", completa o diretor.
Walton Goggins descreve seu personagem (Billy Crash) como sendo um treinador de escravos brutal e “osso duro de roer”. Já Dom Johnson define o seu como o mais amável e gentil proprietário de escravos e arranca alguns risos da plateia ao pedir para ser chamado de Big Daddy (papaizão, em livre tradução).
Kerry Washington fala sobre a sua dificuldade em interpretar um personagem que foi criado por uma família alemã e, por conta disso, ter que falar a língua. Afirmou que precisou passar por um treinamento com professores. Entretanto, o diretor elogiou a performance do ator e o seu sotaque alemão.
Quando questionado, por uma fã, sobre as personagens femininas fortes em Django, Tarantino citou Broomhilda, a princesa no exílio. Ele explicou que colocar uma personagem lutadora não era algo que funcionaria para este filme. Que a ideia original dele é que Calvin Candie seria o rei que a manteria presa na torre.
Tarantino também aproveitou para encerrar os rumores de que Sacha Baron Cohen estaria neste filme e, brincalhão, encerrou o bate-papo dizendo: “Nós veremos vocês no Natal.”
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