Washington, 9 nov (EFE).- O Governo dos Estados Unidos lançou nesta quarta-feira um programa de US$ 4 bilhões para facilitar o acesso à internet para mais de 25 milhões de pessoas, em um esforço por reduzir a 'exclusão digital' no país.

Durante um ato em uma escola pública de Washington, o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), Julius Genachowski, agradeceu o apoio de provedores de serviço de internet, companhias tecnológicas e organizações sem fins lucrativos ao programa.

'Estar online é uma necessidade, não uma conveniência', disse Genachowski, acrescentando que 'a banda larga constitui agora um requisito básico para fazer parte da economia do século 21'.

O programa é um esforço 'sem precedentes' entre os setores público e privado para que pessoas com poucos recursos, minorias, idosos e habitantes de zonas rurais tenham acesso a serviços de banda larga sem custo algum aos contribuintes.

Segundo dados da FCC, um terço dos americanos, ou 100 milhões de pessoas, não tem acesso à internet em casa, algo que o Governo considera fundamental para a 'competitividade do país'.

Para efeitos de comparação, na Coreia do Sul e em Cingapura, 90% da população tem acesso a internet.

Citando um estudo recente do Centro de Pesquisa Pew, a FCC afirmou que a falta de alfabetização digital e confiança, a relevância e o custo, formam os três obstáculos principais para a adoção de serviços de banda larga nos EUA.

O programa anunciado oficialmente hoje pela FCC oferecerá, em média, um desconto de 70% nos encargos de internet, para oferecer conexões de 1 Mbps a US$ 9,95, e estará disponível em todos os 50 estados americanos.

Para receber estes benefícios, as famílias devem ter pelo menos um estudante inscrito no programa de almoços escolares gratuitos, não ser cliente atual de serviços de internet e não ter uma fatura ou equipamentos pendentes com algum provedor.

A primeira fase do programa entrará em vigor no primeiro trimestre de 2012 e será ampliado para o resto do país em setembro desse ano, de acordo com a FCC. EFE

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