Divulgação/Band

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No programa, o apresentador acompanha a entrevista de crianças de 5 a 11 anos com artistas. Nada de papo infantil. O time de pequenos, embora não seja fixo, é afiado. Os pupilos não se envergonham e perguntam – na lata – o que querem saber.

O entrevistado da estreia é o ex-jogador Pelé. Durante sua participação, o "Rei" se curvou às perguntas apimentadas da criançada e até deixou escapar uma afirmação, digamos, polêmica. Em conversa sobre os preparativos da Copa do Mundo de 2014, o ex-craque disse que o Brasil merece um “pé na bunda”. “Com as crianças, a gente consegue declarações polêmicas, como essa do Pelé, que falou de desvios de dinheiro da Copa, dos atrasos dos estádios”, destacou Marcelo Tas.

Pois, é! Parece que o grau de informação que as crianças de hoje têm é bastante elevado. Aliás, Tas até ressaltou que esse lado infantil não é explorado na televisão aberta. “Há uma oportunidade preciosa na produção de conteúdo de criança e não para criança. A TV aberta está cega quando acha que não precisa mais atender a esse público.”

Questionado sobre qual a diferença entre as crianças com as quais ele trabalhou nos anos 1980 e as da geração 2000, ele disse ser quase a mesma coisa. A essência infantil permanece a mesma.

“A diferença é quase nenhuma. O fundamental continua lá: as crianças falam o que vêm à cabeça. Estamos lidando com a turma mais sincera da TV, diga-se de passagem. Criança é um entrevistador muito difícil de se lidar. Eles são muito hábeis com esse volume de informação que recebem”, contou ele, que pareceu animado com o projeto.

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As gravações do novo programa da Band estão rolando desde fevereiro deste ano, durante as férias de Tas do “CQC”. Ele confessou que não queria estrear ainda em 2012, mas não teve jeito: “Gostaria que entrasse ano que vem, mas a direção gostou muito do projeto, que está maduro”.

Durante esse primeiro trimestre rolaram muitas filmagens, com crianças de diversas idades. Tas confessou ter se surpreendido com a esperteza e informação dos pupilos. “Entrevistei até um menino de três anos, um ‘micróbio’. Me senti falando com um feto”, lembrou ele, aos risos.

Mesmo tendo os adultos como público alvo, os temas serão debatidos e questionados por crianças. Indagado se haverá algum assunto censurado, como sexo, Marcelo Tas garantiu que não haverá tabu.

“O que muda é a lente. Para mim, eles são uma lente de aumento e também de um telescópio em cima de um assunto. Eles falam com a maior tranquilidade sobre qualquer tema. Creio que os pais vão se surpreender, porque as crianças falam sobre sexo, violência dentro e – fora – de casa, drogas e adultério”, revelou.