U2 no Brasil()

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Por MÁRCIO OGATA

SÃO PAULO – Um palco imponente e hipnotizante. Palavras politicamente corretas. Homenagem às crianças mortas no massacre de Realengo. E, claro, um desfile de hits. Esse é o resumo do primeiro show do U2 no Brasil, realizado na noite de sábado (9), no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Cerca de 90 mil pessoas estiveram presentes e deixaram o local em êxtase.

A apresentação de Bono Vox, Adam Clayton, The Edge e Larry Mullen Jr. começou às 21h40 e provou que a banda irlandesa é a maior do planeta na atualidade. Em todo e qualquer quesito. Pois que me desculpem os fãs de outros artistas, mas ver um show desta turnê mostra isso com sobras. Não é apenas assistir a um concerto de música. É entretenimento em seu pleno significado.

A combinação entre áudio e vídeo é, provavelmente, a mais perfeita da história dos shows de música. O palco, a tal garra chamada pelos fãs, impressiona e dá conforto para o espectador em qualquer ponto do estádio. O telão se movimenta e é elemento fundamental para o espetáculo. É o par perfeito para o carisma e simplicidade do quarteto.

Como disse o próprio Bono em uma de suas conversas com o público, o sábado para quem foi ao Morumbi foi de “balada”. E, obviamente, a música não deixou nada a desejar aos fãs que esgotaram os ingressos para os três shows ainda em 2010. O show começou com força para levantar o público do chão. "Even Better than the Real Thing", do álbum “Achtung Baby”, de 1991, abriu a apresentação, após a entrada calma e tranquila dos integrantes ao som de "Space Oddity", de David Bowie.

Na sequência veio a clássica "I Will Follow" e as recentes, "Get on your Boots" e "Magnificent". Obviamente os sucessos “I Still Haven't Found What I'm Looking For”, "Beautiful Day", "Sunday Bloody Sunday", “One”, “"Where The Streets Have No Name" e "With Or Without You" não faltaram. E algumas surpresas apareceram, como “Miss Sarajevo" e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”. O show, de cerca de 2h, acabou com “Moment of Surrender". Os fãs tiveram a certeza que vai demorar para presenciarem um espetáculo como a 360º Tour. Talvez apenas com outra turnê do U2.

A banda irlandesa volta a se apresentar neste domingo (10) e na quarta-feira (13).

Homenagem

Como em todo bom show do U2, não poderia faltar o lado messiânico de Bono Vox. Menos exagerado como em 2006, durante a turnê do álbum “Vertigo”, o vocalista deu suas mensagens de paz e rendeu homenagens durante o espetáculo. Uma das contempladas foi a líder de Burma Aung San Suu Kyi. Após 21 anos presa em domicílio por fazer oposição ao governo do país asiático, ela foi libertada e o vocalista fez questão de agradecer aos fãs do U2 por ajudarem com manifestações.

Bono ainda contou um pouco sobre seu encontro na sexta-feira (8) com a presidente Dilma Rousseff e lembrou que o Brasil está sendo observado por todo o planeta.

Reforçando isso, o cantor chamou uma jovem da platéia para ler com ele trecho de “Carinhoso”, de Pixinguinha. Curiosamente, antes de o U2 entrar no palco, “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, foi tocada pelo sistema de som do estádio e cantada em coro pelo público.

Para fechar as mensagens politicamente corretas, o líder da banda lembrou o assassinato das 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. As vítimas tiveram seus nomes exibidos no telão.

E o show da banda irlandesa reuniu muitos famosos. As fotos do show e das celebridades que conferiram a apresentação da banda você acompanha a seguir!

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