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MAIS: Rafinha Bastos volta a fazer piada com Wanessa e chora com Gabi

Por FAMOSIDADES

SÃO PAULO – O evento Risadaria, que está em sua terceira edição, levou na noite desta sexta-feira (23) um assunto polêmico para ser discutido na mesa redonda “Fronteiras do Humor na TV”.

O bate-papo procurou buscar um equlíbrio entre o humor que provoca o riso e o que fere – lembrando do grande caso que envolveu Rafinha Bastos e a gravidez de Wanessa Camargo, piada que tirou o humorista da bancada do “CQC”.

O evento, que aconteceu no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, teve Marcelo Tas como um de seus curadores. E como componente da mesa, deixou seu parecer: "O público está subestimando a própria ignorância, que pode ser traduzida por intolerância". E continuou: "Acho essa discussão de limites a mesma daquele quadro 'Piada em Debate', do 'TV Pirata'”.

Para ele, "um dia, teremos vergonha de estar discutindo isso”. E como a maioria dos humoristas que estão no auge, Tas acredita que o objetivo do humor é “ser engraçado”.

Porém, não defendeu seu ex-colega de trabalho. Ele ressalvou que a gracinha de Rafinha Bastos com Wanessa “não foi piada”. Mas defendeu a liberdade de expressão das tiradas engraçadas: "Os humoristas expõem as condições para rirmos de nós mesmos”.

Luis Erlanger, diretor da Centrar Globo de Comunicação, disse que os comediantes provocam ira em algumas profissões como secretárias, enfermeiras e, recentemente, metroviários de São Paulo, contra um quadro do “Zorra Total”. A maioria das reclamações contra a Rede Globo provém do Ministério Público.

Ainda na mesma discussão, Renato Aragão deu seu parecer. O humorista foi escolhido como homenageado deste ano no Risadaria. De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", Aragão diferenciou censura de politicamente correto: “As coisas que a gente fazia nos 'Trapalhões', chamar de paraíba e negão, eram algo circense. Hoje ninguém poderia tocar no assunto assim. As classes conquistaram o respeito e têm o direito de exigi-lo".

Paulo Bonfá, que foi um dos curadores do evento nesta edição, disse: “'Os Trapalhões', do jeito que eram, não seriam aceitos agora por causa do politicamente correto”.

Antonio Tabet, do site Kibe Loco, ponderou: "A patrulha pode ser exagerada, mas não é gratuita. Se houvesse bom senso, nada disso teria acontecido".

Já Danilo Gentili foi curto e objetivo: "Não me importo com essas coisas. Se não deram risada, aí, sim, ficarei preocupado".

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